sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Aonde foi que eu errei?


As pessoas aqui no meu trabalho, me acham meio louco, anormal, por achar lindo e convidativo, o fato de observar um Locust sendo cortado ao meio por uma serra elétrica ou um zumbi que acabara de ter seus membros inferiores arrancados após um tiro de shotgun.

Lembro que há alguns anos atrás, eu ficava fascinado ao ver o Mário dando seus pulinhos em cima do Yoshi. Lembro achar bonitinho libertar os lindos bichinhos da floresta, jogando Sonic. Achava maravilhoso derrotar um chefe no pedra papel e tesoura, comandando o Alex Kidd.

Sim, eu cresci. E como já dizia a Dakota Fannning, em Taken: “Quando se é criança, até o arco-íris que se forma no ar quando agoamos a nossa grama, nos deixa maravilhados.”

Hoje em dia, os games simplesmente não são mais para crianças. São brinquedos chiques para os adultos e destruidores de relacionamentos. Eu, graças a Deus, arrumei uma namorada que gosta tanto de videogame quanto eu.

Lembro de me espantar, ao entrar em uma Lan House (lugar que odeio, por sinal)e ver crianças de 12 anos gritando “HEADSHOT! HEADSHOT!”

Pô, os moleques estão comemorando o fato de terem explodido minha cabeça?!

Dizem que o Wii é a salvação para os gamers casuais, aqueles que não entendem de porra nenhuma e não estão nem aí pra zerar um jogo ou destravar determinada habilidade. É só diversão. Não condeno o Wii, acho que ele realmente chegou pra mudar o rumo dos videogames, mas pra mim, ainda não é agora.

Será que é errado, se divertir ao roubar um carro e atropelar uma velhinha? Pô, completamente normal. Enquanto esteja confinado ao seu quarto e ao seu mundinho virtual, alí na tela da sua tv. Notei que estava hardcore demais, quando meu sobrinho de 4 anos chegou pra mim e falou “titio, quero jogar o jogo de roubar!”

Então, hardcore, ser ou não ser?

Não troco meu xbox360 por console nenhum nesse mundo. Mas sim, a Nintendo veio nos acudir e dizer, “gente, video-game é diversão!”

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